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Perez Cristalli
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Governança8 de maio de 20266 min de leitura

Stock options no Brasil: desenhar o plano antes de prometer

A promessa de participação é feita numa conversa e formalizada depois, quando dá. É a ordem invertida: o plano precisa existir antes da promessa, não como correção do que já foi dito.

Peças organizadas sobre uma grade de participações

A empresa quer reter um executivo ou um time e oferece participação. A conversa acontece, a promessa é feita, e a formalização fica para depois. Quando o plano finalmente é desenhado, ele precisa acomodar o que já foi combinado de boca, muitas vezes de forma que não fecha com a estrutura societária.

Stock options, no Brasil, vivem numa zona que exige cuidado societário e tributário ao mesmo tempo. Vesting, prazo, condições de saída, preço de exercício, tratamento na saída da empresa e o efeito sobre o cap table: cada escolha muda quem vira sócio, quando, e a que custo para todos os lados.

O ponto sensível é a diluição. Um plano generoso, somado a uma ou duas rodadas, redistribui controle de um jeito que o founder nem sempre projetou. Desenhar o plano antes de prometer é o que evita que a retenção de hoje vire um problema de governança amanhã.

Não existe modelo único: o desenho certo depende do estágio da empresa, do perfil de quem recebe e do que se quer proteger. O que não funciona é prometer primeiro e estruturar depois.

Contato

Esse é o seu caso? Vale conversar antes de decidir.

Traga a decisão que está na mesa. A conversa começa pelo contexto, não por proposta.