O que o term sheet decide antes de você negociar o preço
Valuation é a linha que todo mundo lê primeiro. As que definem controle, diluição e saída ficam algumas páginas depois, e é onde a rodada realmente se decide.

Quando um term sheet chega, a primeira pergunta do founder costuma ser sobre o valuation. É a resposta mais fácil de entender e a mais fácil de comemorar. O problema é que o número do valuation é quase sempre a parte menos definitiva do documento.
As cláusulas que decidem o futuro da sociedade estão em outro lugar: preferência de liquidação, antidiluição, direitos de veto, composição do board, drag along. Elas não falam de quanto a empresa vale hoje, falam de quem manda e de quem recebe primeiro quando algo acontece. E o que acontece depois raramente é o cenário que estava na apresentação da rodada.
Uma preferência de liquidação de duas vezes com participação, por exemplo, muda completamente o que sobra para os fundadores numa venda de valor intermediário, justamente o desfecho mais comum. Um direito de veto amplo transfere para o investidor decisões que pareciam ser da operação. Nenhum desses pontos aparece no número que se comemora.
Ler o term sheet do lado do founder é entender o que cada cláusula redistribui antes de assinar, e negociar o que dá para negociar enquanto ainda há margem. Depois que o documento vira contrato definitivo, o custo de corrigir é outro.
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